New Release: “(E)spécies” by Bartolo

 

SPECIES IN VARIATION
By Bernardo Oliveira

At the end of the first part of “La Mer” (“De L’aube A Midi Sur La Mer”), Debussy emulates the coming and go crash of the waves getting a dramatic effect by almost direct allusion. In this case, the sign operates in the logic of representation, serving as a reference for something else that is not (or is not yet) language.

Taking as an example the sound of birds in Alfred Hitchcock’s classic: instead of natural bird recordings, Hitchcock preferred to use sounds produced by synthesizers that express more than a reference, but an experience of displacement and estrangement. Where you expect the conventional sound of a bird, you’ve got an anomalous noise that intensifies the terror. In this case, there is the sign that appears as a pure expression in itself.

That’s what it’s all about when we hear synthesizers. It seems that we leave the field of safe experience that brings
us the representation, to penetrate, fly over or even excavate a tunnel to a completely unknown and indeterminate
sound territory.

Even though, by now, there is an immense repertoire of recognized and assimilated synthesizer sounds, there are still in this fascinating machines the power to establish new environments of signs, as can be seen in the recent works of Rashad Becker and, above all, Keith Fullerton Whitman.

Since they appear in the musical production scene, synthesizers prefigure an unknown territorial dimension. This effect of continuous displacement, Bartolo knew how to bring forth in his first solo work, (E)species, edited by Sê-lo label from Salvador/Bahia, Brazil.

(E)species has, above all, the characteristic of risking variation, giving up repetition as one of the general trends in
synthesizer music today. Demonstrating technical skills and repertoire of possibilities and articulations, Bartolo structured a sonic continuum full of dynamics, passages, timbres and historical references (the Germanic synthesizer of the 70s for example), opening a consistent – and, perhaps, unlikely – path for the music of synthesizers in Brazil and Latin America.

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Palco do Sê-lo! Netlabel no Dia da Música

Somos um dos 71 palcos apoiados pela Dia da Música em todo o Brasil!! Montamos uma programação imperdível para quem gosta de música experimental, reunindo artistas do Rio de Janeiro e Bahia, ligados ao selos fonográficos Sê-lo! Netlabel (BA) e QTV (RJ).

As atrações confirmadas são: BIU (RJ), Bartolo (RJ), Laia Gaiatta (BA), SeSenão (BA) e o projeto Infusão (BA), de João Meirelles. O acesso é gratuito e os shows começarão pontualmente as 17h.

O Bahia Criativa, a TVE e a Rádio Educadora são nossos apoiadores locais.

Serviço

Oquê: Palco do Sê-lo! Netlabel no Dia da Música

Onde: Forte do Barbalho (Rua Marechal Gabriel Botafogo, s/n – Barbalho)

Quando: 24 de junho

Horário: 17h

Entrada Franca

Evento no Facebook

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New Release: “Solar das Telepatas” by Bakim Hey

Registered during two hot and humid evenings of January 2017 in Vila Anglo Brasileira, city of São Paulo. Solar das Telepatas is a refection and manifesto, celebration of the infnite possibilities of dialogue and the means by which they happen. Fragment of affrmations and negations of the next instant, where the sounds and the absence of them dissolve to (re)materialize in another time and space.
It is also, in its way, a tribute to the beloved bees that inhabit our yard.

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New Release: “Stars Are a Harem” by Micah Gaugh

 

The 13-song suite, “Stars are a Harem” is a warm, metamodern response to Miles Davis’ “Kind of Blue” – music steeped in the tradition of the avant-garde yet the harsh sounds associated with the avant-garde American Jazz music from the 1960’s are softened, made round. With words inspired by the witty romance writing of Cole Porter, and songs that were popularized by Billie Holiday or Betty Carter.

Marion Brown had a record “Afternoon of a Georgia Faun” based on the Debussy “Prelude to the afternoon of a Faun”, recording the lighter side of improvisational jazz… as a mentor to Micah Gaugh he explained that the subtleties of improvised music could make as strong an impact on the ear as the athletic/frenetic tones of the avant-garde. The vocal range is already a clue to that – acrobatics that are not in the usual vein of male singers in Jazz, but in the context of the record virtuoso techniques are accepted as a norm.

The songs were written as portraits about women – not necessarily completely romantic but the audio to a mind-painting that sums up an experience with the individual women in the songs. The songs were recorded in Harlem by tracking the piano first, then looping the piano and editing it into a song format, secondly the vocals were added to the piano and then the drums. When recording the drums language was used such as “play raindrops” or “alter the time of this song by speeding up the rhythm and slowing the rhythm”. The bass was added last of all and Henry Schroy was able to react to the drums after they were placed over the piano and vocal tracks.

Not the standard recording process in Jazz, the record was made first as a solo piano record and then added on to, thus making the process very singular for each musician. This intimacy can be heard, as each of the players has a different and isolated relationship to the sounds and the experience of the compositions. It is almost more of an art project than a recording.

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New Release: “Exílios 1” by George Christian

This album is the first part of a trilogy that will be released by Sê-lo Netlabel and a conceptual introduction of everything that’ll permeate the journey of its listening experience. In it, instrumental pieces live side-by-side with (anti)songs for the sake of the diversity of routes.

EXÍLIOS 1 is a vocal and instrumental work whose main basis is George Christian’s acoustic guitar, but with diverse instrumentation and variety of local and foreign guest musicians, thematically speaking about the trans-territoriality as an existential condition.

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Novo Lançamento: ‘Malva’ de Löis Lancaster

O carioca Löis Lancaster é, atualmente, um dos mais proeminentes compositores microtonalistas brasileiros. E não é por menos; é importante ressaltar o reconhecimento internacional obtido no ano passado pela sua “Sinfonia do Ocidente”, premiada com o primeiro lugar de composição xenharmônica (ou microtonal) pelo site UnTwelve.Org. Mas o passado dele não nega, pois sua carreira, desde meados dos 1990, sempre se pautou por um interesse pelas sonoridades mais progressivas aliadas a um humor mordaz e imaginação pop fora das convencionalidades, deliberadamente underground – ou melhor, udigrudi. Não à toa, foi baixista e vocalista de uma das bandas mais singulares e criativas em todo o rock brasileiro: Zumbi do Mato, que combinava uma sonoridade tão rogressiva/experimental ou jazzy, quanto punk ou funk com letras tão hilárias quanto mórbidas, sarcásticas e críticas, ficção-científica e um surrealismo eletrônico-experimental digno de um Residents. E um detalhe: apostando na formação teclados, baixo e bateria. Sem guitarra, senhoras e senhores!
Entretanto, a aventura de Lancaster aqui no Brasil tem um respaldo estético especial pelo fato de podermos perceber uma linha de continuidade natural de linguagem musical progressiva com a canção dodecafônica e a fissura narrativa pelos comic books de Arrigo Barnabé. Se a sua antiga banda já flertava com o pós-tonalismo dodecafônico sem soar demasiado “cerebral”, Lancaster, solo e solto, encontrou um passo adiante no sistema de temperamento Bohlen-Pierce – que não tem oitavas e só utiliza harmônicos ímpares, indo além dos 12 tons do padrão de temperamento igual consagrado pela música ocidental. Mas a estética microtonal de Lancaster só é alienígena para quem não tem ouvidos habituados às sonoridades mais experimentais – ou, simplesmente, ocos e preconceituosos.
Ou melhor, ele procura ressignificar não exatamente essa tão desgastada MPB, mas a própria tradição da canção urbana brasileira dando a ela uma necessária injeção de contemporaneidade e inteligência. Por mais experimental que seja, Lancaster é carioca da gema. E também universal. Afinal, podemos ouvir na música dele a influência de Frank Zappa, King Crimson, krautrock, pós-rock e também de Noel Rosa, Fernando Pellon (o sambista que criou o incrível álbum Cadáver Pega Fogo durante Velório) e Tom Zé (Ops! Um baiano-paulistano tropicalista…?). E extramusicais também: além do cinema e dos quadrinhos, há ecos literários das crônicas de Stanislaw Ponte Preta e dos contos-reportagem marginais de João Antônio. Uma sonoridade que, sobretudo, passa ao largo do bucolismo bossanovista e também da usual estrutura comercial da canção popular.
Por tudo isso, Malva é um trabalho que representa uma culminância de maturidade e sofisticação de seu autor. Isso não significa que a predileção estética pelo terror ou a ficção-científica foi abandonada. Lancaster faz com este
álbum não apenas um tributo contrapontístico tanto à sonoridade gótica e synthpop dos anos 1980, mas também aos trípticos de Francis Bacon e ao filme “Os Pássaros” de Alfred Hitchcock. Como Arrigo Barnabé, Lancaster tem uma
especial predileção pela voz feminina, apesar de ele cantar também, tomando a voz principal na abertura incrível de “Aflição”. A sonoridade deste álbum, tanto vocal quanto instrumental, é predominantemente pianística, eletrônica,
sintetista, mas muito rítmica – é dançar para também pensar. “Ornitofrenia” (que significa “espírito de pássaro”), faixa escolhida como single e uma parceriacom Felipe Zenicola – que manipulou a eletrônica na parte central da estrutura composicional do tríptico instrumental – representa e resume a criativa simbiose de Lancaster ao incorporar métricas irregulares e rebuscamento estrutural a um gosto tímbrico eletrônico nitidamente influenciado pela já referida sonoridade dos anos 1980. Afinal, como o próprio autor nos diz, “Se o álbum falasse, diria que ‘os anos 80 é que são uma prévia dos 10’, e que ‘o gótico está apenas começando’.” Puro futurismo paradoxalmente anacronista. E, em Lancaster, microtonalismo É o futuro em nossa contemporaneidade.

Malva não é um disco simplesmente de puro experimentalismo estético, no entanto. Há surpresas e irreverências tanto narrativas quanto musicais em seu universo que requerem não somente uma única e simples escuta. É um trabalho vibrante, vital e deveras instigante. Talvez, se o som tivesse propriedades gustativas ou olfativas à aventura de escuta que este álbum representa… teria um gosto ou cheiro de malva. E por que não? Transcenda as sensações, abra seus ouvidos e não se arrependerá, caro ouvinte.

George Cristian Vilela Pereira
01.04.2017

 

OUÇA:
https://selonetlabel.bandcamp.com/album/malva

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Single Micah Gaugh

Artista Nova-Iorquino Avant-Pop, Micah Gaugh anuncia novo álbum e lança single pelo Sê-lo! Netlabel.

 

O artista nova-iorquino avant-pop Micah Gaugh anuncia o lançamento de novo album Stars Are a Harem no dia 12 de maio 2017. Antes disso, ele apresenta o primeiro single do álbum. Remembering é uma balada tranquila, minimalista e espaçosa, descansando numa cama de jazz.

Stars are a Harem é uma resposta moderna ao disco Kind of Blue do Miles Davis, onde a música está imersa na tradição de vanguarda, mas acessível ao ouvido público graças a técnicas de gravação “pop” que suavizam os sons ásperos associados ao avante-garde americano da década de 1960.

Nascido no Panamá, Micah Gaugh passou a maior parte de sua vida adulta no East Village, New York, levando-o a muitas aventuras através da música e das artes visuais. Micah Gaugh tem colaborado, ao vivo e no estúdio, com dezenas de renomados músicos, incluindo Lady Miss Kier de Dee-lite, John Zorn, Cecil Taylor, Bootsy Collins, Meshell Ndegeocello, Burnt Sugar, DJ Logic, Thurston Moore, Lauryn Hill, The Roots, DJ Spooky, Vernon Reid of Living Colour.

Stars are a Harem está disponível para pré-encomenda no Bandcamp do selo Sê-lo!, aonde o single Remembering já está para streaming.

 

OUÇA/PRÉ-ENCOMENDA

www.selonetlabel.bandcamp.com/album/stars-are-a-harem

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Single Ornitofrenia

Löis Lancaster lança single Ornitofrenia pelo Sê-lo Netlabel!
Disco Malva será lançado em 10 de abril.

 

O álbum Malva

Ornitofrenia, faixa escolhida para o single do álbum Malva, é uma parceria com Felipe Zenicola, que manipulou os sons na parte central do tríptico da música. Ornitofrenia significa “espírito de pássaro”.
Malva é um tributo contrapontístico à estética eighties, ao goth e ao synthpop, e também aos trípticos de Francis Bacon e a ‘Os Pássaros’ de Hitchcock.
Se o álbum falasse, diria que “os anos 80 é que são uma prévia dos 10”, e que “o gótico está apenas começando”.
É composto quase que inteiramente na escala Bohlen-Pierce, que não tem oitavas e utiliza apenas harmônicos ímpares.
Malva será lançado virtualmente no dia 10 de abril de 2017 pelo Sê-lo! Netlabel.

 

Löis Lancaster

Foi compositor/baixista fundador da banda de rock progressivo Turangalîla, o “Gentle Giant da Tijuca”, em 1990.
Lançou o cassette de seu primeiro álbum solo, Coisa em Cômoda, em 1996. Completou os álbuns 20 bus K em 2006 (cujas canções foram tocadas ao vivo pelo Grupo Século) e Café sobre Tela em 2010 (com letras em finlandês, russo, japonês, espanhol e francês).
Como vocalista do Zumbi do Mato – uma banda carioca ‘udi-grudi’ dos anos 90 – , apresentou-se em vários estabelecimentos que já fazem parte da história da resistência cultural da cidade, como o Garage Art Cult da Praça da Bandeira. Compôs a quase totalidade das canções da banda juntamente com Zé Felipe e outros.
De 2010 para cá, Löis passou a compor em outras escalas, conhecidas como microtonais, que criam diferentes soluções fora do espectro harmônico tradicional, estriado em 12 tons ‘equidistantes’.
Ganhou o 1° lugar no prêmio internacional de composição do site untwelve.org (edição 2015/2016), dedicado à música xenarmônica, com a faixa Sintonia do Ocidente.

 

Ficha técnica

Ornitofrenia ou a Torturatriz Silenciosa (instrumental)
Composição de LL
Todos os synths (afinados em escala Bohlen-Pierce) sequenciados por LL
Manipulação sonora e desenvolvimento timbrístico-rítmico: Felipe Zenicola

 

OUÇA:

www.selonetlabel.bandcamp.com/track/ornitofrenia

 

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Entrevista com Löis Lancaster

Malva e as Xenarmonices de Löis

Pernóstica Zazu entrevista o compositor de ‘Redondanças: Planeta Nada’

 

PZ – Bom aqui então eu sou a Pernóstica Zazu e vou entrevistar Löis Lancaster para saber dele exatamente o quê que ele pensa de seu trabalho e o seu disco ‘Malva Ornitofrênica’ que vai ser lançado aí pelo Sê-lo!. Me recordo que as pessoas ouvem a palavra microtonal e não entendem muito bem do que se trata. Por isso eu quero perguntar diretamente da boca do compositor, o que é que significa essa história de microtonalismo.

 LL – Zazu, você sabe, há algum tempo que eu componho músicas microtonais.  Uma outra maneira de definir seria xenarmônicas, porque algumas escalas que eu uso não têm uma divisão menor do que a de 12 notas por oitava.

 PZ – Elas seriam macrotonais?

 LL – Sim, mas o termo ‘xenarmônico’ cobre tudo. Então nós temos essa… é uma espécie de novo espectro harmônico, na verdade vários novos espectros harmônicos com os quais podemos lidar, espectros que promovem diferentes progressões harmônicas. Na prática uma harmonia que leva a um novo tom levaria a um lugar no campo dos 12 Tons, mas em 19 tons por oitava levaria a outro lugar. Cada escala traz sua própria maneira de perceber os acordes que fazem ambiência, é o ‘fundo’ da música. Você percebe de outra forma, e às vezes a própria estrutura da escala faz com que certos harmônicos da música como um todo sejam fortalecidos ou enfraquecidos.

 PZ – A escala Bola em Pires (sic) por exemplo?

 LL – Você simplesmente arrebentou. A escala Bohlen-Pierce, se você a utiliza, fortalece os harmônicos ímpares das músicas. Toda a parte relativa ao preenchimento encorpado do som, que fica a cargo dos harmônicos pares, não existe na escala Bohlen-Pierce. Você vai ter que completar com o ouvido, não sou eu que não permito que soe bem, isso nem me passaria pela cachola.

 PZ – É porque… bem isso é que curioso, não é? porque, pelo que você disse, todos os sons da natureza que a gente pode a gente pode ouvir com ouvido, digamos assim, eles têm harmônicos pares?

 LL – Sim, isso mesmo. A pura música em Bohlen-Pierce só existe do sintetizador até chegar no amplificador. A partir daí ela entra em contato com o ambiente natural e passa a ressoar harmônicos pares também. Aí acaba que a gente coloca uma sonoplastia, por exemplo, a compensar o fato de não haver harmônicos pares que preencham ostensivamente uma ambiência. Ela então torna-se mais um complemento necessário da música. É uma nova forma de fazer essa relação entre sonoplastia e canção, né?

 PZ – É. E pra tocar ao vivo, com instrumentos, essas escalas, como é que você faz?

 LL – Eu ganhei um concurso de música microtonal em 2015,  com a canção “Sintonia do Ocidente”, em Bohlen-Pierce, cantada por Ana Maura. Foi um concurso internacional promovido pelo site untwelve.org, com um prêmio em dinheiro e um certificado. O prêmio em dinheiro foi usado para fazer braços de um baixo e uma guitarra na Flórida Estados Unidos ambos na escala Bohlen-Pierce pelo luthier Ron Sword. Depois do esforço hercúleo em superar as barreiras alfandegárias e trazer esses dois braços para o Brasil eu pedi ao luthier Cotia para colocar corpos nesses dois braços em Bohlen-Pierce. A guitarra está sob custódia de Alexandre Loureiro, o guitarrista que valentemente vai fazendo a tablatura desse trabalho. O baixo está comigo, já estou treinando as composições, tá o bicho.

 PZ – Löis, você quer você quer um cházinho, te ofereci nada, você deve estar aí com sede. você veio de tão longe com esse sol no Kangoo! Essa entrevista, gente, está sendo gravada no topo de um arranha-céu aqui em Santa Teresa, aí tem uma árvore aqui no terreno do lado que tá quase caindo em cima da gente, é, tá uma ventania!

 LL – Não, Zazu, eu não quero nada. Eu acabei de almoçar ali na Maroca, comi bem, comi muita salada.

 PZ – Bom já que você recusa a minha hospitalidade, vamos então continuar com a entrevista. me diga então sobre esse novo disco que você está lançando, Löis, como diria o Jaguar, bem sucintamente: Qual é?

 LL – Bom, esse álbum é composto de seis músicas, todas com a temática do goticismo do final do século XIX, do synthpop dos anos 80 também, no século XX, juntamente com a vanguarda Paulista dessa época e a ornitologia, referências muito caras para mim. As faixas não tem numeração, mas a numeração já está implícita na própria ordem alfabética do nome dos arquivos. O disco teve a participação de vários nomes ilustres e talentosos, como o vocal de Cláudia O’Connor, Sidney Honigsztejn, Luciana Lazulli, Lucia Santalices e Ana Maura Araujo. Há duas parcerias com Estevão Freixo, uma com Felipe Zenícola e a bateria de Léo Monteiro. Os títulos e suas respectivas letras fazem ainda referência às aves pintadas em trípticos por Francis Bacon, vídeos de carro pegando fogo, idílios em planetas textuais perdidos ao estilo vintage das séries sci-fi americanas, a força do grafismo dos números nos espaços públicos da urbe, et cetera.

 PZ – bom, então, pessoal, essa foi a entrevista com o nosso querido Löis Lancaster. esperamos tudo de bom, eu disse que você já é um sucesso estrondoso, inestimável em qualquer projeção (até a do comprimento das auras deliciando-se com ectoplasma!) e o seu disco assim o será porque eu já te ensino e bate o sino em alto e bom som que eu vaticino.

 LL – Obrigado pelas perguntas e pelo vaticínio. Dê lembranças à Mordoma Gelsa.

 PZ – Certamente!

Nota do editor: o lançamento do disco está previsto para a segunda quinzena de março de 2017, pelo Sê-lo! E a gente não vê a hora de soltar esse material! Avant!

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Lançamento: “Roda” da Lanca

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Português
Lanca é um nome próprio, inventado, sem nenhum significado: um nome livre para criação. Inspirado no Avant Garde, sua veia contemporânea e jazz dão forma a um trabalho de improvisação eclético e essencialmente experimental, dando um formato único para cada apresentação. Composta por Tomas Gonzaga – Piano, Rafael Fortes – Saxofone, Pitter Rocha – Guitarra, o Lanca lança o seu segundo disco, Roda, pelo netlabel Sê-lo.
English
Lanca is a made up name, with no meaning: a free name for creation. Inspired by Avant-Garde, its contemporary and jazz roots give shape to an ecletic and essencialy experimental work, with a unic format in each presentation. With Tomas Gonzaga on piano, Rafael Fortes on saxophone and Pitter Rocha on guitar, Lanca realeases ist second álbum, Roda, by the netlabel Sê-lo.

 

Ficha Técnica
Andrés Patiño Casafranco: gravação e mixagem
Aline Besouro: Arte

 

OUÇA/LISTEN!

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